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SAF - Sociedade Anônima do Futebol. Será que o Compliance finalmente chegou ao esporte mais popular?

Assim como a história de muitas empresas de origem familiar que em determinado momento tomaram a decisão de que profissionalizar a gestão seria a saída para perpetuar os negócios, verificamos desde o final de 2021 o movimento de clubes de futebol como o Cruzeiro e o Botafogo seguirem para o modelo de SAF – Sociedade Anônima do Futebol vendida a empresários.

É interessante que nos dois casos, antes da decisão em definitivo, estão sendo conduzidas as due diligences (auditorias) para situar claramente a condição dos respectivos clubes.

No caso do clube mineiro, as primeiras definições não agradaram os torcedores, mas é necessário entender que é imperativo o planejamento para saldar as dívidas, a médio e longo prazo, e recuperar a saúde financeira que representa a sobrevivência da instituição como prioridade.

Nos dois casos, a credibilidade de uma administração profissional poderá atrair novos investidores até porque o modelo sinaliza recebimento de receitas e percepção de lucro. 

Os clubes citados estão levando outros, de menor expressão no cenário nacional, a seguirem na mesma direção como Figueirense e Gama.

O interessante é que agora como empresas, com CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica registrado, esperamos que as obrigações de Compliance passem a ser observadas com maior rigor pela estrutura profissional que se estabelece em cada uma das organizações (com órgão diretivo e tudo) e pelas demais partes interessadas.

Um ponto a se pensar: será que a lavagem de dinheiro, a sonegação e outras questões de descumprimento a regras de compliance relacionadas às figuras dos clubes de futebol estarão com o dias contados? Certamente o modelo de organização de clube, onde não há um proprietário ou gestor que possa ser efetivamente responsabilizado pelos atos administrativos e decisões estratégicas, é um convite ao ilícito, o qual nem todos os administradores são capazes de recusar. Também é certo que a simples conversão de clube em empresa fará com que as questões de compliance sejam definitivamente resolvidas, já que há diversos casos de corrupção em empresas e outras organizações da iniciativa privada, mas os controles típicos da governança, se bem aplicados, farão com que os riscos de ocorrência sejam muito reduzidos. Se sim, desejamos todo êxito ao modelo de SAF!

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